O TAMBOR NAS VIVÊNCIAS DE INTERIORIZAÇÃO ENERGÉTICA

O tambor emite uma energia sônica, por isso, é um dos elementos básicos para se induzir um indivíduo ao estado alterado de consciência. Apenas alguns minutos do tamborilar são necessários para se alcançar o transe leve. O som repetido do tambor é quase sempre fundamental para empreender exercícios de interiorização energética. A batida constante e monótona do tambor atua como uma mensageira, primeiro para ajudar a pessoa a se acalmar, depois para sustentá-la em sua viagem energética.

Recentes pesquisas de laboratório demonstraram que o tambor produz modificações no sistema nervoso central. O estímulo rítmico afeta as atividades elétricas em muitas áreas sensórias e motoras do cérebro que não costumam ser estimuladas com a vida cotidiana do indivíduo, isso é causado em parte pelo fato de que uma só batida de tambor contém muitas frequências de sons e, em consequencia, transmite simultaneamente impulsos ao longo de diversas vias nervosas do cérebro. Além disso, as batidas de tambor são, principalmente, de baixa frequência, o que significa que mais energia pode ser transmitida ao cérebro por uma batida de tambor que por um estímulo sonoro de alta frequência. Isso é possível, porque os receptores de baixa frequência do ouvido são mais resistentes às lesões do que os delicados receptores de alta frequência, e podem suportar amplitudes mais altas de som antes que a dor seja sentida.
Constatamos nas vivências do Curso de Interiorização Energética a confirmação dessas pesquisas sobre a prática de tamborilar para alterar, de forma rítmica e por indução, o estado da consciência de atual para expandida. As vivências demonstraram que as frequências da batida do tambor na onda teta do nível de frequência (de quatro a sete ciclos por segundo) predominaram durante o processo de interiorização usando o tambor.
O tambor é mais um agente focalizador de cura e um lembrete infalível de que somos filhos da natureza e, portanto, somos energia vital, a mesma energia que vibra em tudo.
Guti Fraga

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