No início dos anos 1880, Claude Monet se instala definitivamente em Giverny, onde imagina e compõe um jardim que se torna o tema central de seus quadros. Vê-se os magníficos jardins de Monet, dos quais a “ponte japonesa” se tornou a imagem emblemática de seu trabalho como pintor, mas também a casa onde residiu, ainda decorada com a importantíssima coleção de gravuras japonesas formada por Monet ao longo de toda a sua jornada de vida.
Mas o que expressar quando o tema são os Jardins de Monet?
A beleza das flores, frutos dos ciclos naturais dos vegetais?
A sensualidade das fragrâncias exaladas destas belas espécies?
O mistério e a magia da luz do Astro Rei refletida em toda a criação natural?
A expressão do inusitado, do ciclo da vida, por um homem forte e voluntarioso como Monet?
Monet foi um homem irreverente que nasceu em um tempo conformado pelo “já está pronto” e demonstrou que mesmo pintando flores, palhas ou água, havia ali o que exprimir.
Monet um artista “teimoso” que exprimiu a luz e os seus resultados!
No ano de 1908, ao se referir sobre as paisagens com as ninféias, que lhe inspiraram muitas obras, Monet escreveu estas palavras:
“Estas paisagens refletidas tornaram-se para mim numa obrigação que ultrapassa as minhas forças, que são de um velhote. Mas, mesmo assim, quero chegar ao ponto de reproduzir aquilo que sinto… e espero que estes esforços sejam coroados de êxito”.
Texto desenvolvido por Guti Fraga.








